Um olhar discursivo sobre a escola na aldeia - Unisul

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Um olhar discursivo sobre a escola na aldeia

O estudante Willian Wollinger Brenuvida apresentou na tarde desta quarta (31) o trabalho “Uma escola na aldeia: desafios da Aldeia M’bya Biguaçu”. Ensaio, que foi orientado pela professora Solange Gallo, foi avaliado pela professora Ana Carolina Cernicchiaro (Unisul).

Em tom bastante intimista, próprio da prosa ensaística, Brenuvida produz argumentos sobre escola em aldeias como quem “trança um balaio, um cesto feito de palha”. Em pauta, a Tekhoá Yynn Moroti Wherá (Terra ou Aldeia águas belas que brilham) também denominada Aldeia M’Bya Biguaçu, em suas diversas atividades coletivas que dão contornos para ressignificar a escola dentro da aldeia.

“Recebo, semanalmente, fotografias e vídeos da Aldeia M’Biguaçu. Há atividades envolvendo os alunos e os não-alunos da escola, um trabalho não-trabalho, atividades coletivas, e que são compartilhadas por todos os membros da aldeia”, testemunha Brenuvida.

Segundo o estudante, o cacique Hyral Moreira mostra com orgulho em uma série dessas fotos o avanço das obras da unidade básica de saúde, a UBS da Aldeia. Finalizada a obra neste fevereiro de 2021, ainda não foi inaugurada e parece não se mostrar eficaz diante do combate a pandemia da Covid 19.

As fotografias compartilhadas também mostram uma escola aberta, em roda, que circula saberes e permite circular sentidos outros, que questiona o que é dado como pronto pelos mecanismos oficiais, que não deixa perecer narrativas antigas, tão presentes no dia a dia.

É justamente por aí que o estudante procura compreender aquela escola, e o ensaio reflete essa busca.

“Continuo entre o discurso de oralidade e de escrita para encontrar um discurso de contato do sujeito indígena, como alguém que não pretende dar a voz a quem quer que seja”, argumenta o estudante. “Tampouco, pretendo tomar o espaço de outrem, mas se me for dada a alegria de saborear os saberes entre os amigos da Aldeia, penso que aí, estará mais bonita essa tentativa, essa experiência que excede o ensaio, e se transforma, em prática”, cogita.

A Jornada de Pesquisas do PPGCL continua dia 15 de abril, às 14h, quando a estudante Renata Marques de Avellar Dal-Bó, orientada pelo professor Mário Abel Bressan Júnior, defenderá seu projeto de tese “Lugar e afetividade das escritoras e jornalistas da AJEB” no link: https://animaeducacao.zoom.us/j/84792063861.

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