Modo de funcionamento do telejornalismo político - Unisul

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Modo de funcionamento do telejornalismo político

O estudante Paulo Henrique Françosi Santhias defendeu na tarde desta terça-feira (27) a dissertação “O discurso capitalista proposto por Lacan como modo de funcionamento do telejornalismo político”. A pesquisa foi orientada pelo professor Maurício Eugênio Maliska.

A dissertação de Santhias fundamenta-se na junção dos campos de conhecimento da psicanálise e do telejornalismo. O estudante investiga se o discurso capitalista trabalhado por Lacan pode ser compreendido como o modo pelo qual funciona o telejornalismo político. Para isso, fez uma incursão pela história da televisão e do telejornalismo no Brasil, para compreender os caminhos e causas que o levam ao modo funcionamento em que se encontra, dobrado aos ideais do capital.

Passando pelos critérios de noticiabilidade, fundamentais para entender como ocorre a escolha e o desenvolvimento das pautas, o estudo debruça-se sobre os conceitos psicanalíticos, em especial o discurso capitalista trabalhado por Lacan para, posteriormente, tentar fazer uma leitura de sua estrutura a partir da visão do telejornalismo político.

“Nesse esforço eu utilizei a técnica de observação, com dois vieses, o da empresa de concessão pública de gestão privada (RIC Record Florianópolis) e o da pública educativa (TVAL – SC), para poder compreender os motivos que levam esta área da comunicação a funcionar por via do discurso do capitalista”, explica Santhias.

“Na pesquisa, verifiquei o funcionamento da área jornalística em questão por vias do discurso do capitalista quando se refere a sua submissão às emissoras, inclusive na emissora educativa escolhida para análise”, acrescenta.

“Por fim, vislumbrei a possibilidade da alteração do discurso psicanalítico preponderante, um meio de saída para que o telejornalismo torne a cumprir com um de seus preceitos fundamentais garantidos em constituição, a finalidade educativa”, finaliza.

O trabalho foi avaliado pelo professor José Isaías Venera (UNIVILLE) e pela professora Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (UNISUL). A banca contou com a suplência da professora Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL).

Agenda de defesas segue dia 29, às 15 horas, com a tese “Submissão e subversão na literatura infantil não-sexista e homoafetiva: patriarcalismo e feminismo na produção de memórias e formação de subjetividades” de autoria de Marlos José Lima Machado.

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