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Linguagem em (Dis)curso publica terceiro fascículo de 2021

O terceiro fascículo do volume 21 da Revista Linguagem em (Dis)curso foi publicado nesta terça (30) com 8 textos inéditos no campo textual e discursivo. Com esta edição, é possível dizer que se cumpre o propósito de levar à sociedade estudos originais e inéditos que transbordam fronteiras continentais e linguísticas, além de realçar ainda mais a diversidade e a importância dos estudos linguísticos para a ciência.

Conforme Silvânia Siebert (editora-chefe), a revista Linguagem em (Dis)curso reforça a importância da divulgação científica especializada na terceira edição de 2021. Citando Santos (2007, p. 37), as revistas especializadas são “lugares privilegiados (no interior do campo) para anunciar resultados, receber contribuições, ouvir críticas submeter a julgamento, etc., visto que, a circulação de novos saberes é importante para dar continuidade ao processo evolutivo do conhecimento”.

Além disso, argumenta Silvânia, cabe às revistas científicas o importante papel de oportunizar aproximações de culturas e povos.  Para ela, esse é precisamente o caso do artigo Análise discursiva do livro didático de inglês da 11ª classe usado em escolas públicas e privadas de Angola, que abre o conjunto de oito textos inéditos deste fascículo e apresenta a análise de um manual de inglês da 11ª Classe usado nas escolas de Angola. De autoria do professor e pesquisador Dinis Fernando da Costa, a pesquisa mostra como é possível trocarmos ideias e ideais por meio da ciência. Com base na Análise Crítica de Discurso (ACD), o artigo mostra aos leitores da LemD que a representação étnica apresentada de forma assimétrica no livro incentiva estereótipos como preconceitos sociais, étnicos e raciais nos alunos.

Além desse texto, foram publicados os seguintes trabalhos:

Em “Sobre o político e a resistência no filme o fotógrafo de Mauthausen”, a partir de um diálogo entre a Análise de Discurso e a Semântica do Acontecimento, Wagner Ernesto Jonas Franco põe em cena a narrativa sobre um ex-soldado da Guerra Civil Espanhola preso no campo de concentração de Mauthausen (Áustria) durante a Segunda Guerra Mundial.

Em “E agora, José?”: manchetes, lides e a gramática da (in)visibilização social, Roseli Gonçalves do Nascimento usa as ferramentas do sistema de transitividade da gramática sistêmico-funcional e da taxonomia de representação de eventos sociais para verificar como a mídia recontextualiza o evento social e seus atores de modo a construir representações particulares sobre eles.

Em “Considerações sobre pesquisa e gêneros discursivos para a educação básica”, Luiz Antônio Ribeiro e Cláudia Mara de Souza propõem refletir, a partir das abordagens bakhtiniana e swalesiana de gêneros discursivos, a necessidade de inserção de práticas de pesquisa e de gêneros discursivos nas escolas de educação básica e nas instituições de ensino superior.

Em “Condições de leitura, recepção e exegese da obra bakhtiniana no Brasil”, Nathan Bastos de Souza, Gabriella Cristina Vaz Camargo, Grenissa Bonvino Stafuzza apresentam elementos sobre as condições de leitura, recepção e exegese da obra bakhtiniana no Brasil.

Em “Os contrastes de Ciça: explorando os ethé da cartunista brasileira”, Ana Cristina Carmelino e Paulo Ramos usam as lentes da Retórica e da Nova Retórica, para mostrar a construção dos ethé de Ciça, cartunista e autora das tiras cômicas O Pato, publicadas durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985) no jornal Folha de S. Paulo.

Em “O discurso sobre a abertura das universidades brasileiras às migrações contemporâneas no jornalismo digital”, Marluza da Rosa analisa a partir do olhar teórico-metodológico dos estudos do discurso franco-brasileiros o funcionamento do discurso jornalístico sobre o acesso de estudantes refugiados(as) ao ensino superior brasileiro.

Em “Arquitetura do processamento cognitivo: efeito racional e efeito emocional”, por fim, Sebastião Lourenço dos Santos e Elena Godoy tomam como referência a teoria da relevância, as neurociências cognitivas e a psicologia cognitiva para propor uma arquitetura mental que congrega razão e emoções.

Os textos podem ser acessados neste link.

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