Ensaio problematiza a noção de civilizado e terrorista no Discurso de George W. Bush - Unisul
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Ensaio problematiza a noção de civilizado e terrorista no Discurso de George W. Bush

O estudante de doutorado Rodrigo Sousa Fialho, orientado pela professora Andreia Daltoé, apresentou na manhã desta sexta (16) o ensaio “Civilizado e Terrorista no Discurso de George W. Bush pós 11 de setembro”. O trabalho foi avaliado pela professora Solange Gallo (Unisul).

A pesquisa de Fialho analisa a utilização dos termos “terrorista” e “civilizado”, tais como utilizados pelo presidente George W. Bush após o 11 de setembro. Utilizando-se da análise de discurso pêcheutiana, o estudante investiga especialmente o papel da memória na atualização de sentido desses termos.

“Por meio da análise do discurso do presidente, busquei compreender o processo discursivo em alguns pronunciamentos de rádio feitos semanalmente entre setembro de 2001 e outubro de 2002 e pelo discurso do Bush na Assembleia Geral da ONU, em 2001”, especifica o estudante.

A análise de Fialho o levou a perceber como a internacionalização dos “valores norte-americanos” atravessa o discurso do presidente Bush e tende a produzir o efeito de estabilidade dos sentidos de civilização como uma ordem fundamentada na liberdade e no progresso material.

“Para mim, esses sentidos trazem o perigo de produzir o efeito de apagamento das diferenças regionais, morais, culturais, religiosas e políticas que fundamentam ordens sociais baseadas em outros valores”, alerta o estudante.

“Por mais que as diferenças entre os povos e as nações possam, por força de fatores históricos, fomentar disputas e tensões, em geral, a causa desses problemas dificilmente pode ser atribuída apenas ao regime de governo”, argumenta.

Fialho pondera que, a despeito do apreço pela democracia, não é razoável pensar que a paz advenha da imposição da padronização global de valores e modo de vida de uma única nação, por mais próspera e livre que os líderes políticos dessa nação a considerem.

Para ele, a luta pela qual o próprio povo norte-americano conquistou sua independência mostra que impor restrições ao modo de vida de um povo não funciona.

“Outro perigo é o de produzir a evidência da legitimidade da violação do princípio da soberania e autodeterminação dos povos e, como consequência, da legitimidade do imperialismo norte-americano”, conclui.

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