Azul e Rosa em pauta - Unisul

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Azul e Rosa em pauta

O estudante Daniel Matos defendeu na manhã desta sexta-feira (30) a dissertação “Menino veste azul e menina veste rosa: o controle do corpo no discurso político”. Trabalho foi orientado pela professora Andréia da Silva Daltoé.

A pesquisa de Matos foi inspirada no enunciado “Menino veste azul e menina veste rosa”, proferido pela ministra Dâmares Alves, proferido em janeiro de 2019, que gerou forte polêmica no cenário político brasileiro.

O estudante buscou compreender não somente de que modo a polêmica em torno das questões de gênero suscitadas por esta fala articula as formas de regulação do corpo a uma questão política, mas também em que práticas este discurso acaba se materializando.

A pesquisa se apoiou nas perspectivas teóricas da Análise de Discurso materialista e da Psicanálise freudiana, uma vez que as relações de vizinhança entre ambas podem ajudar a pensar o corpo em sua subjetividade e como materialidade discursiva sujeita a controle.

O corpus foi composto pelo enunciado Damares Alves e três textualidades que ajudaram a pensar como esta tentativa de regulação do corpo no campo político pode se materializar nas esferas nacional, estadual e municipal respectivamente, sob a forma de Projeto de Lei Nº 193 de 2016 do Senado Federal (PL-193, 2016); a Proposta de Emenda à Constituição PEC/0011.1/2019 de Santa Catarina, que objetivou alterar o inciso IV do art. 164 da Constituição Estadual; e a Lei Nº 4268, de 24 de julho de 2015, que, alinhada aos princípios que depois seriam base para o Escola sem partido, aprovou o Plano Municipal de Educação de Tubarão SC.

“Considerando que todo discurso se configura ideologicamente e que não há uma palavra neutra, o enunciado me levou a um olhar sobre os não ditos, seu engendramento decorrente dessa narrativa, promovendo uma reflexão sobre o lugar ocupado pelas regulações do corpo no momento atual da política brasileira, a ponto de ter se transformado em pauta nas eleições de 2018 e mesmo depois”, explica Matos.

A dissertação foi aprovada por banca formada pelas professora Maria Cristina Carpes (Pesquisadora Independente) e Nádia Régia Maffi Neckel (UNISUL). A professora Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (UNISUL) colaborou como suplente.

Agenda de defesas prossegue à tarde, quando a estudante Gabrielly José de Oliveira defende o trabalho “A Bela Adormecida: narrativa e estética das diferentes versões na literatura, no cinema e nos quadrinhos”.

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