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Discurso, Interpretação, Materialidade é a primeira mesa-redonda do V SEDISC

Mediada pela Profa. Dra. Suzy Lagazzi, a mesa-redonda do Eixo Temático I abordou a ilustração como forma de ler o Brasil hoje

Os trabalhos do eixo temático I, Discurso, Interpretação e Materialidade, do V SEDISC, iniciaram hoje, 13/10, com a mesa-redonda mediada pela Profa Dra. Suzy Lagazzi. Participaram da mesa os convidados Manu Cunhas (Designer/ilustradora) e Tainan Rocha (Quadrinista/Ilustrador).

A partir do trabalho dos ilustradores, a mesa teceu o modo como as diferentes materialidades são  textualizadas, buscando trazer a interpretação para a conversa. Através de um painel ilustrado, a mediadora apresentou o eixo temático, bem como realizou uma interpretação de quatro ilustrações dos convidados.

Em seguida, Suzy Lagazzi convocou os palestrantes a trazerem suas impressões sobre como a ilustração pode nos levar a ler o Brasil de hoje. Segundo Tainan Rocha, “o trabalho do ilustrador pode ser uma ferramenta de discurso político”, uma forma de comunicação potencializada pela internet e pelas redes sociais, dando espaço a um maior número de ilustradores. Além disso, Tainan refletiu acerca do papel do ilustrador de expressar o povo e o País através da ilustração, mobilizando uma diversificada caixa de ferramentas e as suas vivências como fonte de inspiração. Falou também sobre seu processo criativo, que, segundo ele, acontece em um devir de inspiração, um “estado febril”.

Manu Cunhas falou sobre a abertura de possibilidades que a ilustração proporciona, sendo capaz de gerar reflexões e novas visões sobre si e sobre o momento presente. A artista também falou da representação de múltiplas sensações, sentimentos e percepções que a ilustração tem potencial de transmitir e representar.  Além disso, Manu fez uma importante reflexão sobre como sua arte, por vezes, pode estar sendo pouco acessível, refletindo somente uma mesma visão de mundo.

Ambos os artistas foram convidados a mostrar o seu trabalho. Manu Cunhas apresentou algumas ilustrações do seu livro “Outras meninas”, ganhador do Prêmio Jabuti na categoria Ilustração, projeto co-construído com outras mulheres (mais informações no Instagram do projeto: @outrasmeninas).

“História sem palavras”

A relação entre palavra e ilustração foi colocada como questão pela mediadora. Manu Cunhas afirmou que a ilustração não é apenas uma representação imagética de algo, não é uma tradução, ela tem sua própria voz, estando também a voz do ilustrador presente nela. Segundo a artista, “quando a ilustração acompanha um texto, ela pode ir ao encontro dele ou em direção oposta”. Já Tainan Rocha falou sobre a ilustração como forma de narrativa. O artista definiu-se como “um contador de histórias, já que ilustrar é uma das maneiras mais desafiadoras de contar histórias”. Para ele, “desenhar também é contar uma história sem palavras”.

Suzy Lagazzi destacou a pluralidade das materialidades na imagem (cor, traçado, desenho) que, juntas, produzem narrativas de vida, de corpo e do social, que precisa ser lido. A mediadora destacou, ainda, que o ponto forte da mesa é justamente “pensar a leitura dentro das possibilidades que nos são dadas historicamente, socialmente e por todas as diferentes materialidades que se colocam”, destacando que no trabalho de ilustradores isso está muito visível.

O trabalho dos ilustradores pode ser encontrado no Instagram: @tainanilustra@manucunhas.

Texto: Debbie Noble

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